apesar das mágoas, a gente nunca deixa de gostar. de lembrar. de querer bem.
pode apostar que te levo
nos textos
na ponta dos dedos
no coração.
♊️🦄😋💜BR
apesar das mágoas, a gente nunca deixa de gostar. de lembrar. de querer bem.
pode apostar que te levo
nos textos
na ponta dos dedos
no coração.
“Eu sou vários. Há multidões em mim. Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo. Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim. Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os riscos de estarmos juntos no mesmo plano. Desde logo, evite ilusões: também tenho um lado mau, ruim, que tento manter preso e que quando se solta me envergonha. Não sou santo, nem exemplo, infelizmente. Entre tantos, um dia me descubro, um dia serei eu mesmo, definitivamente., Como já foi dito: ouse conquistar a ti mesmo.”
— Nietzsche.
Não caibo em mim
tudo em mim grita e exige demais,
tudo é pressa, tudo é pra já.
Minhas urgências são viscerais,
sou ser em ebulição, fogo e paixão,
profundidade e explosão
eu transbordo calor e persuasão.
Nanda Marques.
“Preciso de pessoas que me amem na riqueza, na pobreza, na saúde e na doença. Que sejam amigas, sejam amores, sejam parceiras. Que deem valor ao que foi dito como se estivesse registrado e escrito. Prefiro as que me doam intensidade, alegria e contribuam na insanidade de viver. Preciso de verdade não de fingimento. O resto é excesso. A outra parte eu dispenso.”
— Martha Medeiros.
“Eu não sei sofrer. A dor sempre acaba comigo e eu acabo entregando os pontos, as cartas e o jogo. Porque eu, de fato, não sei lutar contra ela. E é por isso que eu repito em alto e bom som para quem quiser ouvir, que eu não nasci para sofrer. Grito pela milésima vez e mais uma se preciso, para que o destino entenda que essa função não é minha. Eu não sei fazer isso direito. E cada pedacinho do meu corpo – esse por menor que seja – dói. Eu também não sei lidar com a dor sambando de salto alto e fino bem no meio do meu peito, e ainda ficar achando graça disso. Eu me acabo. E no final das contas eu não sei lidar nem comigo, quem dirá com a dor. E tudo se torna grande demais, vazio demais, apertado demais. O problema é que assim como eu não sei sofrer, eu também não sei não sofrer. Não sei olhar pro chão e não ter medo de ficar sem ele, e nem olhar a cicatriz sem pensar que ela pode ser aberta de novo. Não sei olhar pro céu e não ter medo de perder as estrelas e nem rir sem pensar que eu vou chorar muitas vezes ainda. É, eu não sei não sofrer, porque eu, definitivamente, não sei correr sem ter medo de cair. O joelho ralado sempre me pareceu um tiro no peito, ainda que eu nunca tenha levado um tiro. Eu só sinto muito, porque o sentir pouco nunca fez parte de mim. Não sei preferir o insuportável e desconfortável silêncio quando eu ainda tenho o grito. Então não me peça para sofrer em silêncio enquanto a dor grita - E grita alto. Não me peça para chorar em voz baixa porque chorar alto é muito mais libertador. Não me peça para ser pouco, quando eu só sei ser muito. E o que é amarelo claro se torna amarelo escuro, quase fogo. O chuvisco se torna uma tempestade que não me permite dançar na chuva. A maré baixa se torna um tsunami e eu sempre acabo me afogando, porque bom… Eu não sei nadar nesse mar.”
— Cuidar.